sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Muito Barulho por nada

Muita esquisitice sem objetivo, pessoas andando por aí sem alma e propósito, à mercê de seres estranhos e confusos. Pouca vida sobrevive nesse caos.
As palavras provam cada vez mais serem apenas manifestações fonéticas sem valor sentimental aparente, que pairam de maneira calma e parecerem convincentes e tentadoras.
POr muitas vezes nos vemos imersos no caldo das palavras finas e grossas e nosso corpo é invadido por seus poderes. Nos deixamos levar pela simples vontade de não lutar, não resisitir. Pelo simples ímpeto de permanecer numa sopa de letrinhas. Quentinha, porém, nada nutritiva.
Pouco sentimento pra muita gente. Bastante desepero pra pouco sentimento.
Conformo-me inconformada. Porque as dores das ausências, continuam a doer. Minha sopa de letrinhas começa a esfriar.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Favela Bairro

No momento, tentando apagar os fantasmas, os defeitos momentâneos ocasionalmente causados por distúrbios estranhos e repentinos que tiveram início num passado nem tão distante mas que me parece como agora.
Momento esse muito bom, muito feliz, proveitoso. Reviver, sair das trevas, reciclar, sempre é bom. Reciclo então, meu corpo e minha alma.
Depois de uma unha dilacerada, 20 kilos a mais e um coração que.....melhor não comentar, enfim, sim, feliz.
Como não poderia ser feliz? Está certo que nem tudo é perfeito. Bom, quero que você seja feliz, eu não poderia desejar mais felicidade para outra pessoa. Quando a gente ama, de verdade, deseja que a pessoa seja feliz.
Acabando com o momento clichê de última hora. Sim, estou contentinha...rs...
Vivendo quase que um momento rio cidade da minha favela interna....rs...um favela bairro ou algo do tipo.
Então, contrói tuas pirâmides, ergue teus castelos cada vez mais altos. O que é pra ser será e conscidências definitivamente não existem. Seu excesso de vírgulas é seu maior problema. Entrega-te ao seu destino. Vamos esquecer a falsa hipocrisia dos casais perfeitos e dos relacionamentos sem aventura.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Esvaziando a mente

Nos dias mais corridos da sua vida você consegue parar e pensar em alguma coisa? De verdade, não dá pra refletir sobre nada. No máximo conseguimos nos preocupar com o que vem pela frente, com a nossa próxima tarefa ou com uma reunião de trabalho na qual você tem que apresentar uma planilha gigantesca.
Ao mesmo tempo que nossa mente nunca está vazia, ela também raramente está pensando coisas agradáveis e divertidas.
Quando eu era criança costumava, antes de dormir, inventar histórias pra mim mesma em que eu podia ser diversos personagens. Hoje, antes da minha cabeça bater no travesseiro, eu já estou sonhando e, mesmo assim, com coisas sobre trabalho.
Aonde podemos buscar o prazer de simplesmente pensar? Pensar sem ser interrompido, muito menos pelo toque incessante do celular que com certeza não anunciará nada de bom como um aumento de salário ou umas férias prolongadas de um ano.
O bombardeio de informações que recebemos todos os dias, mesmo sem querer, contribui ainda mais para o processo de superlotação das nossas mentes. Não tenho nada contra informação, pelo contrário, mas talvez fosse bom poder dar um “stop” nessa vida cheia de atribulações e só, por meia hora, observar um céu azul sem pensar em absolutamente nada. Esquecer que você brigou com o seu namorado, esquecer as contas pra pagar ou o fato de você estar desempregado. Poder esvaziar a mente dos sofrimentos, das angústias, das esperas e das expectativas.
Muitas vezes, mesmo quando estamos descansando, ou mesmo de férias, não conseguimos desligar nossas mentes. Aliás, o computador está sempre por perto para que a internet seja acessada e você saiba de tudo que anda acontecendo por aí. A pior arma que existe para preocupar uma mente é o e-mail. Você passa o dia na praia e quando volta pra casa, uma vontade incontrolável de checar seus e-mails te invade. Quando você checa sua correspondência eletrônica,lá estão uma dezena de recados do seu chefe pedindo que você dê uma “adiantadinha” nisso, uma “revisadinha” naquilo. Pronto, acabou a paz.
Deveria existir uma lei que proibisse e-mails de chefes em dias de folga ou férias.
No momento eu gostaria de não pensar em nada, só pra ter o prazer de sentir-me vazia de idéias. Mas, conseguir se desvencilhar mentalmente das coisas é mais difícil do que fazer o mesmo fisicamente. Podemos vender o carro pra pagar uma dívida, mas continuaremos pensando na falta que ele faz. O mesmo acontece quando perdemos alguém que amamos.
Nossa cabeça acaba sendo um depósito que pode até ficar cheio, mas que a gente continua colocando coisas dentro, em todas as frestas.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Multidão. Você faz parte dela?

Quer queira, quer não, você faz parte da grande massa que habita o planeta Terra. Mas, se você ainda se considera um E.T. nesse mundo esquisito com pessoas estranhas, descubra que não está sozinho e que fazer parte da multidão não é uma desvantagem tão grande assim.
Empresas, organizações, marcas e até a padaria na esquina da sua rua, cobiçam a sua atenção e querem te conquistar a todo custo. A sua escolha e suas opiniões valem ouro. No momento em que você escolhe o programa de televisão que quer assistir, as emissoras torcem pra que outros façam a mesma escolha e tragam mais anunciantes para seus intervalos.
Sim, o poder está em suas mãos. O que você vai fazer com esse poder?