segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Não adianta dizer que ama
Rolar na cama
Deixar as lágrimas nos cantos
Esquecer os dias,
os encontros

Pouco serve

Pouco serve a solidão

Não adianta fingir prazer
esquecer os dias
passar pelas noites
fechar os olhos
fingir cegueira

Pouco serve

Pouco serve a história

sábado, 21 de agosto de 2010

tá lembrada?

O gosto amargo
unhas e carne
sangue na garganta

o peito aberto
o fim do mundo

cheia de esquinas cansativas
pés que se arrastam na espera entediante
na espera desistimulante

pega no cabelo
faz o que você sabe
conquista teu espaço
se assim você quiser

carne
choro
secreção

pega o que é teu e leva