segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Negação

Quanta fuga
Esquecimento

Quanta luta
meu sentimento

Vai negando sem coragem
Esquecendo as evidências

Nessa luta de bobagem
Escavando as carências

Quantos dias
Quantos anos
Quantas vidas
Quantos planos

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Maldição

É pintura reluzente
Anjo em flor

Gosto de manga
Tela de cores infinita

É retrato de sorriso
Sufocante de ardor

Gosto de cobre
Anjo, Anjo, flor

Tela de cores de agonia
Pinta a pinta

Vai tecendo displicente
teias de cores
telas de flores

Toque suave na distancia
Luta das flores na esquina

Tece o anjo
tece a flor
vai prendendo
vai levando
eu me entrego
vou sem dor

Vem levando
tece cores
pinta a pinta
leva o amor

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sem

Palavras escorrem soltas de canetas invisíveis
Os beijos se unem agoniantes nas bocas impassíveis

Teus olhares ferem tudo
Suas unhas cravam o mundo

Mentiras e desgostos
Palavras sem fim

Tantos perdões
Tantas desculpas

Eu não quero ter mais culpa

Sorri e deixa as palavras
a caneta
o beijo

Derrama uma lágrima e leva as mentiras
o arranhão
a boca

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

o fim

encolhendo os braços
fazendo força
força de onde não existe mais nada

escolhendo as palavras
esvaziando os olhares
olhares que não dizem mais nada

disfarçando os beijos
despregando as mãos
mãos que não pegam mais nada

chorando as lágrimas
compactando amor
amor que não existe em mais nada