domingo, 31 de janeiro de 2010

"You used to be alright...what happened?"

É incrível como as pessoas se metamorfoseiam. É impossível prever passos, decisões de seres humanos tão imprevisívelmente destrutivos. Venho sofrendo as consequencias das inconsequencias alheias e das minhas próprias. O abismo e a escuridão que outrora pensei terem acabado estavam aqui a todo momento. Você sempre está aqui. Eu sempre estou aí. É tão inevitável como o passar dos dias.
Bem sabemos que fugimos a cada dia do fatal destino. Ou do maravilhoso destino. Pra quem mais esse sentimento poderia estar destinado? Quem mais poderia estar nessa maluquice desatinada cheia de antes e depois; cheia de meios e entremeios.
Eu sabia que o tempo tinha que passar. Nós sabíamos.

Só não sabia que a escuridão era tão escura, que os lábios eram tão macios, que a falta era tão cortante e que a imprevisão era tão imprevista que ficava andando de mãos dadas com a vida.
A VIDA. Nós nos perdemos por ela. Será que é possível voltar? Não, mas é possível prosseguir, naquele caminho que um dia, despretenciosamente, afirmamos ser correto. Mais que isso, um caminho sem fim. Era um caminho em que podíamos acreditar que nem a vida tinha fim, de tão infinito que era.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Podemos?

Por que a realidade insite em ser tão desagradavelmente chata, sem propósito, sem rumo? É dificil voltar para a falta de sonhos, pro vazio das escolhas convardes que a vida nos leva a tomar, pras pessoas vazias que nos cercam e nos sugam.
Me pergunto entao se isto é justo? É justo querer viver uma coisa e ter que ser obrigado a continuar seguindo rumos sem sentido?
Aonde foram parar os meus sonhos?