Pouca era a vontade de seguir em frente. A menina que havia dentro dela morreu. Os dias não eram mais os mesmo e a inocência foi se espalhando lentamente na frente de quem a conhecia.
Era uma menina doce, apaixonada. Agora, buscava desculpas para saciar sua sede. Era muito carente.
O amor tinha acabado. Para ela já não bastava o toque leve daquela que havia amado tanto, daquela por quem tinha lutado tanto. Os beijos era insuficientes. O corpo era velho e cansado.
Ela queria mais e mais, toda hora. Ela queria outros toques. E outras bocas. Malditas bocas. Elas falam mais do que eu poderia aguentar.
E eu, fiquei só.
domingo, 29 de novembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Você não sabia quem era. Estava perdida na ausência, desencontrada na exatidão de um futuro inexorável. Todos os dias você olhava pela janela e esperava pela volta; incansável era você.
Você só sabia recitar os mesmos poemas repetidas vezes e quando se apaixonava, dedicava sempre as mesmas músicas que já havia dedicado à quem amou no passado. Estava sempre buscando a mesma pessoa.
Todas as noites você suspirava olhando solitária para todos os retratos na parede. Uma vez uma lágrima caiu de seus olhos. Ela tão solitária quanto.
Você queria o mundo mas mesmo sabendo onde encontrá-lo, não movia seus pés para caminhar de encontro a ele. A vida era estática.
Todos os meses você caminhava até aquele mesmo lugar. Você tentava recuperar o velho cheiro. A bengala resvalava na beirada da ciclovia.
Você era a mais bela e inteligente. Agora, amargurava as mentiras. As pessoas mentem muito.
Todos os anos você fechava uma velha agenda e abria uma champagne. O que comemorar? Já se foi o tempo que passou.
Você só sabia recitar os mesmos poemas repetidas vezes e quando se apaixonava, dedicava sempre as mesmas músicas que já havia dedicado à quem amou no passado. Estava sempre buscando a mesma pessoa.
Todas as noites você suspirava olhando solitária para todos os retratos na parede. Uma vez uma lágrima caiu de seus olhos. Ela tão solitária quanto.
Você queria o mundo mas mesmo sabendo onde encontrá-lo, não movia seus pés para caminhar de encontro a ele. A vida era estática.
Todos os meses você caminhava até aquele mesmo lugar. Você tentava recuperar o velho cheiro. A bengala resvalava na beirada da ciclovia.
Você era a mais bela e inteligente. Agora, amargurava as mentiras. As pessoas mentem muito.
Todos os anos você fechava uma velha agenda e abria uma champagne. O que comemorar? Já se foi o tempo que passou.
domingo, 22 de novembro de 2009
Quanto mais o tempo vai passando, vou me perguntando onde escondi minhas velhas convicções. Como eu consegui chegar a esse ponto?
Poderia fazer tudo que eu sempre planejei? Me deixar levar pelas evidências de uma vida vazia?
Sim, eu poderia deitar numa grama macia, sentir um cheiro azedinho e gostoso, comer chocolate moderadamente, andar pela cidade a pé, me divertir em lojas de departamento, esquecer do tempo escutando los hermanos, relaxar num sofá, beber um drink leve, sentir a areia nos meus dedos, olhar o céu.
Sempre me pergunto como podemos desperdiçar tanto tempo. Como é possível deixar a vida passar sem fazer nada?
Não podemos evitar a velocidade, não podemos segurar as rugas, nem os ataques do coração, muito menos o câncer e o cansaço. Mas podemos segurar nossas mãos e aproveitar sentimentos exclusivos, deixar o mundo todo de lado e saber que existimos tão profundamente dentro de nós.
Para que brigar tanto? Porque deixar sentimentos mesquinhos dominarem qualquer possível entrega verdadeira.
Eu sei que podemos! Basta deixar o fluxo da vida agir sobre nós. Será como um imã.
Nos vemos na próxima esquina.
Poderia fazer tudo que eu sempre planejei? Me deixar levar pelas evidências de uma vida vazia?
Sim, eu poderia deitar numa grama macia, sentir um cheiro azedinho e gostoso, comer chocolate moderadamente, andar pela cidade a pé, me divertir em lojas de departamento, esquecer do tempo escutando los hermanos, relaxar num sofá, beber um drink leve, sentir a areia nos meus dedos, olhar o céu.
Sempre me pergunto como podemos desperdiçar tanto tempo. Como é possível deixar a vida passar sem fazer nada?
Não podemos evitar a velocidade, não podemos segurar as rugas, nem os ataques do coração, muito menos o câncer e o cansaço. Mas podemos segurar nossas mãos e aproveitar sentimentos exclusivos, deixar o mundo todo de lado e saber que existimos tão profundamente dentro de nós.
Para que brigar tanto? Porque deixar sentimentos mesquinhos dominarem qualquer possível entrega verdadeira.
Eu sei que podemos! Basta deixar o fluxo da vida agir sobre nós. Será como um imã.
Nos vemos na próxima esquina.
Assinar:
Postagens (Atom)