domingo, 29 de novembro de 2009

Vamos?

Pouca era a vontade de seguir em frente. A menina que havia dentro dela morreu. Os dias não eram mais os mesmo e a inocência foi se espalhando lentamente na frente de quem a conhecia.

Era uma menina doce, apaixonada. Agora, buscava desculpas para saciar sua sede. Era muito carente.

O amor tinha acabado. Para ela já não bastava o toque leve daquela que havia amado tanto, daquela por quem tinha lutado tanto. Os beijos era insuficientes. O corpo era velho e cansado.

Ela queria mais e mais, toda hora. Ela queria outros toques. E outras bocas. Malditas bocas. Elas falam mais do que eu poderia aguentar.

E eu, fiquei só.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Você não sabia quem era. Estava perdida na ausência, desencontrada na exatidão de um futuro inexorável. Todos os dias você olhava pela janela e esperava pela volta; incansável era você.

Você só sabia recitar os mesmos poemas repetidas vezes e quando se apaixonava, dedicava sempre as mesmas músicas que já havia dedicado à quem amou no passado. Estava sempre buscando a mesma pessoa.

Todas as noites você suspirava olhando solitária para todos os retratos na parede. Uma vez uma lágrima caiu de seus olhos. Ela tão solitária quanto.

Você queria o mundo mas mesmo sabendo onde encontrá-lo, não movia seus pés para caminhar de encontro a ele. A vida era estática.

Todos os meses você caminhava até aquele mesmo lugar. Você tentava recuperar o velho cheiro. A bengala resvalava na beirada da ciclovia.

Você era a mais bela e inteligente. Agora, amargurava as mentiras. As pessoas mentem muito.

Todos os anos você fechava uma velha agenda e abria uma champagne. O que comemorar? Já se foi o tempo que passou.

domingo, 22 de novembro de 2009

Quanto mais o tempo vai passando, vou me perguntando onde escondi minhas velhas convicções. Como eu consegui chegar a esse ponto?

Poderia fazer tudo que eu sempre planejei? Me deixar levar pelas evidências de uma vida vazia?

Sim, eu poderia deitar numa grama macia, sentir um cheiro azedinho e gostoso, comer chocolate moderadamente, andar pela cidade a pé, me divertir em lojas de departamento, esquecer do tempo escutando los hermanos, relaxar num sofá, beber um drink leve, sentir a areia nos meus dedos, olhar o céu.

Sempre me pergunto como podemos desperdiçar tanto tempo. Como é possível deixar a vida passar sem fazer nada?

Não podemos evitar a velocidade, não podemos segurar as rugas, nem os ataques do coração, muito menos o câncer e o cansaço. Mas podemos segurar nossas mãos e aproveitar sentimentos exclusivos, deixar o mundo todo de lado e saber que existimos tão profundamente dentro de nós.

Para que brigar tanto? Porque deixar sentimentos mesquinhos dominarem qualquer possível entrega verdadeira.

Eu sei que podemos! Basta deixar o fluxo da vida agir sobre nós. Será como um imã.

Nos vemos na próxima esquina.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Blá, blá, blá...cansada da mediocridade das pessoas. Cansada de ser forçada à mediocridade.
Um brinde entao ao auto-esforço.
Vamos estudar Latim? blé