Em branco
O papel reclama de sua brancura
A caneta treme por entre os dedos
escapam as palavras
O tempo
que passa sem dizer para onde
já se sabe bem onde vai
leva e trás
sem sentido e sem direção
Quanta minúcia no meu pensamento
apegando-me aos detalhes
segurando o que nem tem alça
Deixa ir
solta por aí
as minúcias que não te permitem sorrir
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