domingo, 22 de novembro de 2009

Quanto mais o tempo vai passando, vou me perguntando onde escondi minhas velhas convicções. Como eu consegui chegar a esse ponto?

Poderia fazer tudo que eu sempre planejei? Me deixar levar pelas evidências de uma vida vazia?

Sim, eu poderia deitar numa grama macia, sentir um cheiro azedinho e gostoso, comer chocolate moderadamente, andar pela cidade a pé, me divertir em lojas de departamento, esquecer do tempo escutando los hermanos, relaxar num sofá, beber um drink leve, sentir a areia nos meus dedos, olhar o céu.

Sempre me pergunto como podemos desperdiçar tanto tempo. Como é possível deixar a vida passar sem fazer nada?

Não podemos evitar a velocidade, não podemos segurar as rugas, nem os ataques do coração, muito menos o câncer e o cansaço. Mas podemos segurar nossas mãos e aproveitar sentimentos exclusivos, deixar o mundo todo de lado e saber que existimos tão profundamente dentro de nós.

Para que brigar tanto? Porque deixar sentimentos mesquinhos dominarem qualquer possível entrega verdadeira.

Eu sei que podemos! Basta deixar o fluxo da vida agir sobre nós. Será como um imã.

Nos vemos na próxima esquina.

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