Poucas vezes a porta bateu com tanta força
e ninguém segurou
Os barulhos se seguiam
gemidos sibilantes em espaços delirantes
meus lençóis intactos
meus corpo numa outra cama
meu corpo suspenso
um corpo sem toque
as unhas procurando as costas
os suspiros iam procurando os ecos
minha vida ia procurando razões
os espaços vazios
de corpos sibilantes
a agonia fria
de passos relutantes
sem pensar fui me atirar
no espaço de ecos gigantes
meus lençóis intactos
eu fujo na noite
eu esqueço as palavras
seguro no vazio
vou levando calada
Poucas vezes eu deixei passar
O pés nos meus pés
a boca sem saliva
a mordida no canto da boca
a nuca suada
os cantos
minha fala sem voz
Foram poucas as vezes.
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